A vasectomia é um método cirúrgico de interrupção da fertilidade masculina, causada pela secção dos vasos deferentes, interrompendo assim a passagem dos espermatozóides para o líquido ejaculado. Um número considerável de homens realiza este procedimento, por ser um método simples e seguro de contracepção e controle de natalidade. Entretanto, algumas situações de vida podem fazer com que muitos deles venham se arrepender de terem feito a vasectomia. Dentre muitas situações que podem levar a este arrependimento, podemos citar: desejo de ter mais filhos por algum motivo do casal; devido as altas taxas de separação/divórcio nos dias de hoje, o desejo por filho(s) num novo relacionamento; algum acidente em que o casal perde um filho e deseja ter outro; etc.
Hoje em dia as técnicas de microcirurgia avançaram significativamente e as chances de êxito na reversão de vasectomia aumentaram muito.
A reversão da vasectomia repara uma secção cirurgicamente removida dos vasos deferentes (ducto espermático) e é chamada de vaso-vasostomia.
A técnica cirúrgica mais eficaz para a reversão de vasectomia é aquela que emprega a microcirurgia.
A Microcirurgia é ideal quando se deseja operar pequenas estruturas ou estruturas delicadas. O cirurgião utiliza o microscópio cirúrgico que aumenta a sua visão em até 40 vezes, além de instrumentos especiais e delicados.
O tubo epididimálio é minúsculo e através do procedimento microcirúrgico as chances de sucesso são maiores.
A microcirurgia é uma habilidade adquirida pelo cirurgião após treinamento específico. A prática da microcirurgia envolve um trabalho muito fino e delicado, que depende de três fatores fundamentais:
• Profissional especializado e altamente treinado;
• Instrumentos microcirúrgicos especiais;
• Microscópio cirúrgico, para aumentar a visão
(os microscópios cirúrgicos possuem lentes potentes capazes de aumentar o tamanho de um objeto em até 40 vezes, sem distorcê-lo).
A taxa de gravidez após a reversão de uma vasectomia depende de vários fatores, como período de tempo decorrido desde a vasectomia; a qualidade do fluido (quer ele contenha ou não espermatozóides) nos vasos deferentes, por ocasião da cirurgia; - quaisquer fatores femininos que possam estar presentes.
Dependendo das circunstâncias e do intervalo de tempo decorrido desde a vasectomia, as taxas de gravidez podem ser tão elevadas quanto 76%. Existem estudos e tabelas mostrando que pode ser revertido o processo e qual a expectativa em relação aos resultados. Os resultados da reversão de vasectomia dependem de vários fatores.
À medida que o tempo passa, a hiperpressão no epidídimo (local de armazenamento dos espermatozóides) vai gerando fibrose e surgem obstruções não no lugar em que foi feita a ligadura, mas abaixo desse ponto, o que complica a cirurgia. Se a reversão for realizada até 3 anos após a vasectomia, 98% dos indivíduos irão apresentar espermatozóides de volta à ejaculação e 75% irão engravidar suas esposas; se for realizada no intervalo de 3 a 8 anos, 88% dos indivíduos irão apresentar espermatozóides de volta à ejaculação e 55% de gravidez; se for realizada no intervalo de 9 a 14 anos, 79% de dos indivíduos irão apresentar espermatozóides de volta à ejaculação e 45% de gravidez; se for realizada acima de 14 anos de obstrução, 71% dos indivíduos irão apresentar espermatozóides de volta à ejaculação e 31% de gravidez. Portanto, quanto menor o intervalo entre a vasectomia e a reversão, melhores serão os resultados.
Mesmo assim, é importante saber que é possível ter sucesso nos casos de vasectomias realizadas há mais de 14 anos.
Outro fator que influi nos resultados refere-se ao local onde a recomunicação (anastomose) é realizada. Na reversão de vasectomia, a recomunicação pode ser realizada no mesmo local da vasectomia (entre as duas extremidades do canal deferente) ou entre o canal deferente e o epidídimo (local de armazenamento dos espermatozóides). Quando a anastomose é realizada entre os canais deferentes, a cirurgia torna-se mais fácil, pois o calibre do canal é maior e os resultados são melhores. Esta cirurgia chama-se vaso-vasostomia.
Estudos mostram que quanto maior o tempo que o indivíduo permanece vasectomizado, maior a chance de ocorrer obstruções ao nível do epidídimo. A chance de se encontrar obstrução em qualquer ponto do epidídimo é de 20% quando o intervalo entre a vasectomia e a reversão varia de 9 a 14 anos, e de 27% após 15 anos de obstrução. Nestes casos, é necessário a realização da anastomose entre o canal deferente e o epidídimo. Esta cirurgia chama-se vaso-epididimostomia, e é muito mais difícil do que a recomunicação entre os canais deferentes, pois o calibre dos tubos do epidídimo é muito menor.
O casal pode contar também com métodos modernos e avançados de reprodução assistida como bebês de proveta, fertilização in vitro, etc.
No entanto, se houver a possibilidade de reverter a vasectomia, sempre vale a pena tentar visando à produção permanente de espermatozóides e a dispensa da biópsia do testículo.
Os cuidados pós-operatórios também incluem a monitorização cuidadosa do processo de cicatrização e, após seis a oito semanas, análise mensal de sêmen (exame de espermograma) para observar melhoras na quantidade e qualidade dos espermatozóides.
Doutor em Urologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP, com especializações em dois dos centros de maior reconhecimento em Urologia do mundo: "The Cleveland Clinic Foundation - USA” e "Mayo Clinic – Mayo Graduate School of Medicine - USA”. Foi Professor Assistente de Urologia na Clínica Urológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP por 8 anos, com foco em cirurgias penianas. Participa frequentemente como Professor Convidado em Universidades e Congressos Internacionais, ministrando aulas e realizando cirurgias demonstrativas em diversos países do mundo. Veja o mapa completo contendo as aulas, congressos ministrados e cirurgias demonstrativas.
O Dr. Paulo Egydio, urologista e andrologista, é internacionalmente reconhecido como um dos maiores especialistas da atualidade no campo da cirurgia reconstrutiva urogenital, que compreende um conjunto muito vasto de tratamentos clínicos e procedimentos cirúrgicos: cirurgia dos corpos cavernosos; cirurgia para correção de deformidades no pênis (curvatura, afinamento, redução de tamanho por fibroses, como doença de Peyronie e pênis curvo do jovem - congênito); cirurgia oncológica; cirurgias para implante ou reimplante de próteses penianas infláveis e maleáveis; cirurgia para colocação de próteses testiculares; reconstrução completa do pênis; microcirurgia (reconstrução microcirúrgica do pênis, correção de varicocele, reversão de vasectomia); cirurgias para tratamento de incontinência urinária; cirurgia uretral; utilização de enxertos, malha sintética e matrizes acelulares (engenharia de tecidos).
Referência internacional em cirurgias penianas, já realizou mais de 3.000 cirurgias do pênis em paciêntes de diversos países. É frequentemente indicado por médicos e centros urológicos nacionais e internacionais, inclusive para casos mais complexos e diferenciados. Já operou mais de 100 médicos, inclusive urologistas. Ateste a credibilidade do Dr. Paulo Egydio acessando o curriculo, livros e premios recebidos.

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