Os testículos são glândulas sexuais masculinas localizados atrás do pênis em uma bolsa de pele chamada bolsa escrotal. Possuem duas funções, endócrina e gametogênica. A função endócrina consiste na produção do hormônio masculino, a testosterona, pelas células de Leydig. A função gametogênica compreende a produção de gametas, os espermatozóides. Os testículos estão localizados fora do corpo por que para que os espermatozóides se desenvolvam, há necessidade que os testículos mantenham uma temperatura alguns graus abaixo da temperatura normal do corpo.
Os espermatozóides atingem o epidídimo quando estão maduros. Eles são estocados lá por algumas semanas até que eventualmente movam-se para o ducto deferente para serem combinados com as secreções da próstata e das vesículas seminais formando assim o sêmen ou esperma. O processo todo demora aproximadamente 7 semanas.
As células de Leydig distribuídas ao longo do testículo são a fonte principal de produção de testosterona do corpo. Testosterona, o hormônio sexual masculino, é essencial para o desenvolvimento dos órgãos reprodutivos e caracteres sexuais secundários como: pelos no corpo e face, voz grossa, musculatura mais desenvolvida.
Por ser um órgão endócrino, no testículo podem ocorrer várias doenças decorrentes do funcionamento inadequado da glândula, conhecidas como hipogonadismo, em que a função das células de Leydig está diminuída, no caso do hipogonadismo primário. A síndrome de Klinefelter, onde encontramos testículos pequenos e com raras células de Sertoli, e a Síndrome de Sertoli onde os testículos são pouco diminuídos e não contém células germinativas.
Designada como a formação de varizes nas veias da região do escroto, onde estão alojados os testículos, a varicocele é também uma doença que atinge os testículos. A dilatação dessas veias prejudica o fluxo sanguíneo local, a troca de nutrientes e leva ao acúmulo de substâncias tóxicas e ao aumento de temperatura. Esses fatores podem provocar alterações na quantidade - oligozoospermia - e qualidade dos espermatozóides.
Os testículos são formados dentro do abdome. Na maioria dos meninos eles descem até a bolsa escrotal até o nascimento. Mesmo após o nascimento alguns testículos que não desceram completamente até sua posição normal na bolsa escrotal, o farão até os 4 meses de idade. Se um testículo não está na bolsa escrotal até que o menino complete 6 meses de idade, é pouco provável que ele desça espontaneamente. Esse testículo é chamando criptorquídico e requer uma cirurgia, conhecida como "orquidopexia", para colocá-lo na bolsa escrotal.
Razões para se colocar um testículo não-descido na bolsa escrotal:
A temperatura na bolsa escrotal é menor que dentro do abdome. Para a produção de espermatozóides no testículo é necessário que este permaneça no ambiente de menor temperatura corpórea existente na bolsa escrotal. Trazendo esse testículo para a bolsa escrotal na infância, aumenta-se a qualidade da produção do sêmen e a fertilidade ao longo da vida.
Testículos criptorquídicos têm um aumento de chance de desenvolverem câncer mais tarde. A presença do testículo na bolsa escrotal permite o auto-exame do testículo e a detecção precoce do câncer de testículo.
O saco herniário é quase sempre associado com um testículo criptorquídico. Durante a operação para trazer o testículo para a bolsa escrotal, a hérnia é rotineiramente identificada e tratada.
Um testículo que permanece no abdome tem uma chance maior de sofrer uma torção com prejuízo de seu suprimento sanguíneo, resultando em um quadro de abdome agudo semelhante à apendicite.
A permanência do testículo na bolsa escrotal faz com que a genitália tenha uma aparência normal.
A incidência de câncer de testículo entre homens brancos quase dobrou nos últimos 40 anos. Este é o câncer mais comum em homens na faixa etária de 15 aos 35 anos de idade, podendo, no entanto, ocorrer em homens de qualquer idade.
Estima-se que apareçam em torno de 7.500 novos casos de câncer de testículo a cada ano. O Câncer de testículo é 4,5 vezes mais comum entre homens brancos do que em homens negros.
As causa do câncer de testículo não são bem conhecidas. Malformações congênitas, o uso de hormônios, doenças como caxumba ou infecção viral, e hereditariedade, têm sido sugeridos como fatores que podem aumentar os riscos de um homem desenvolver câncer de testículo.
Se o câncer de testículo é tratado antes que a doença atinja os nódulos linfáticos, a taxa de cura é maior que 98%. Muitos cânceres de testículo são descobertos pelos próprios homens, acidentalmente ou durante o auto-exame de testículos.
Assim, o auto-exame poderia ser iniciado na adolescência, sendo este exame para o homem tão importante quanto o auto-exame mamário é para as mulheres.
O auto-exame deve ser realizado mensalmente, durante ou logo após o banho de chuveiro com água morna ou na banheira, ocasião em que os testículos se apresentam mais relaxados:
• Estando de pé, cada testículo pode ser examinado delicadamente pelos dedos de ambas as mãos
• Coloque o polegar acima e os outros dedos abaixo
• Delicadamente o testículo deve ser examinado entre o polegar e os outros dedos, sentindo-se nódulos, inchaços ou outras mudanças.
• O mesmo processo deve ser repetido com o outro testículo.
O testículo normal é oval com consistência firme e elástica.
O câncer de testículo pode se apresentar com vários sintomas ou pode não ter qualquer sintoma. O sinal mais comum de câncer de testículo é o aparecimento de um pequeno nódulo duro não doloroso, do tamanho de uma ervilha, que é freqüentemente encontrado na parte anterior o nas laterais do testículo. Outros sinais como aumento da bolsa escrotal, amolecimento incomum, dor, dificuldades urinárias, aumento de nódulos linfáticos no cordão inguinal, amolecimento da região mamária (ginecomastia), dor imprecisa ou sensação de peso no abdome inferior ou na virilha devem ser informados ao seu médico imediatamente.
O tratamento dos tumores do testículo irá depender do tipo e evolução da doença. O tratamento preferido é usualmente a “orquiectomia” ou remoção cirúrgica do testículo afetado. Importante ressaltar que a remoção cirúrgica de um testículo não causa impotência. Em alguns casos, pode ser utilizado a radioterapia associada à quimioterapia.
Doutor em Urologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP, com especializações em dois dos centros de maior reconhecimento em Urologia do mundo: "The Cleveland Clinic Foundation - USA” e "Mayo Clinic – Mayo Graduate School of Medicine - USA”. Foi Professor Assistente de Urologia na Clínica Urológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP por 8 anos, com foco em cirurgias penianas. Participa frequentemente como Professor Convidado em Universidades e Congressos Internacionais, ministrando aulas e realizando cirurgias demonstrativas em diversos países do mundo. Veja o mapa completo contendo as aulas, congressos ministrados e cirurgias demonstrativas.
O Dr. Paulo Egydio, urologista e andrologista, é internacionalmente reconhecido como um dos maiores especialistas da atualidade no campo da cirurgia reconstrutiva urogenital, que compreende um conjunto muito vasto de tratamentos clínicos e procedimentos cirúrgicos: cirurgia dos corpos cavernosos; cirurgia para correção de deformidades no pênis (curvatura, afinamento, redução de tamanho por fibroses, como doença de Peyronie e pênis curvo do jovem - congênito); cirurgia oncológica; cirurgias para implante ou reimplante de próteses penianas infláveis e maleáveis; cirurgia para colocação de próteses testiculares; reconstrução completa do pênis; microcirurgia (reconstrução microcirúrgica do pênis, correção de varicocele, reversão de vasectomia); cirurgias para tratamento de incontinência urinária; cirurgia uretral; utilização de enxertos, malha sintética e matrizes acelulares (engenharia de tecidos).
Referência internacional em cirurgias penianas, já realizou mais de 3.000 cirurgias do pênis em paciêntes de diversos países. É frequentemente indicado por médicos e centros urológicos nacionais e internacionais, inclusive para casos mais complexos e diferenciados. Já operou mais de 100 médicos, inclusive urologistas. Ateste a credibilidade do Dr. Paulo Egydio acessando o curriculo, livros e premios recebidos.

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