A uretra é comumente um canal condutor da urina, que parte da bexiga e termina na superfície exterior do corpo, ou seja no pênis. Canal destinado para a urina, entretanto os músculos na entrada da bexiga se contraem durante a ereção para que nenhuma urina entre no sêmen e nenhum sêmen entre na bexiga.
A uretra masculina estende-se do orifício uretral interno na bexiga urinária até o orifício uretral externa na extremidade do pênis. Apresenta dupla curvatura no estado comum de relaxamento do pênis. É dividida em três porções: a prostática, a membranácea e a esponjosa, cujas estruturas e relações são essencialmente diferentes. Na uretra masculina existe uma abertura diminuta em forma de fenda, um ducto ejaculatório.
• Porção prostática - uretra prostática – Nesta porção a uretra recebe os componentes do esperma dos canais deferentes, ductos prostáticos e vesículas seminais.
• Porção membranosa, a uretra é rodeada pelo diafragma urogenital, com uma densa camada de músculo esquelético que constitui o esfíncter externo uretral. Lateralmente a essa porção estão as glândulas bulbouretrais, uma de cada lado.
• Porção esponjosa, a mais longa, ela percorre o corpo esponjoso do pênis. Nesta porção existem glândulas produtoras de muco, que secretam lubrificante sexual. Também é na uretra esponjosa que se abrem os ductos das glândulas bulbouretrais. A uretra na glande dilata-se formando a fossa navicular e termina no meato da glande do pênis.
A uretra feminina é um canal membranoso estreito estendendo-se da bexiga ao orifício externa no vestíbulo. Está colocada dorsalmente à sínfise púbica, incluída na parede anterior da vagina, e de direção oblíqua para baixo e para frente; é levemente curva, com a concavidade dirigida para frente. Seu diâmetro, quando não dilatada, é de cerca de 6mm. Seu orifício externo fica imediatamente na frente da abertura vaginal e cerca de 2,5cm dorsalmente à glande do clitóris. Muitas e pequenas glândulas uretrais abrem-se na uretra. As maiores destas são as glândulas parauretrais, cujos ductos desembocam exatamente dentro do óstio uretral.
Hipospádia é uma má formação congênita, caracterizada pela abertura anormal do meato urinário (orifício por onde sai a urina), na face ventral do pênis ou mais raramente na bolsa escrotal.
Na maioria dos casos, é acompanhada por uma alteração da pele (prepúcio) que recobre a glande (cabeça do pênis). Geralmente o prepúcio passa a ter o formato de um capuz.
Entre 75% e 87% dos casos manifestam na forma distal ou tipo coronal, ou seja meato urinário mais próximo a extremidade do pênis. Esta forma possui o procedimento de intervenção cirúrgico menos complexo e possui maior possibilidade de êxito na primeira intervenção. Em 12 a 20% dos pacientes temos antecedentes familiares de hipospádia. Aproximadamente 10% dos meninos com Hipospádia também terão testículos fora da bolsa escrotal (Criptorquia), necessitando investigação diagnóstica e tratamento cirúrgico.
Também é freqüente a ocorrência de Hérnias inguinais. Esta má formação ocorre por vários fatores, podendo ser genético (ex: Sindrome de Reifenstein) e/ou hormonal (ex: deficiência da enzima "5-alfa-redutase" ou deficiência de receptores hormonais a nível celular do pênis).
O encurvamento distal persistente (chordee) é devido à falta de desenvolvimento normal do corpo esponjoso que envolve a uretra.
A correção da hipospádia é possível e geralmente muito mais simples do que possa imaginar, sendo possível fazer com anestesia local e sedação.
Geralmente as hipospádias estão associadas a curvatura do pênis para baixo durante a ereção. Isto precisa ser avaliado para corrigir esta curvatura ao mesmo tempo, se for o caso.
Para que o caso seja apropriadamente avaliado faz-se necessário um exame no consultório. Uma avaliação criteriosa é fundamental para melhor diagnóstico do problema e, conseqüentemente, definição do melhor tratamento.
Quanto à técnica cirúrgica, varia conforme a idade do paciente, o tipo de hipospádia, e a experiência e habilidade do cirurgião.
• Permitir que o paciente urine de pé;
• Melhora estética;
• Evitar as conseqüências psicológicas de órgãos genitais com má formação;
• Permitir que no futuro o paciente tenha função sexual normal.
A conduta cirúrgica na hipospádia visa à correção estética e funcional da genitália masculina. O prepúcio exuberante que cobre apenas a face dorsal da glande deve ser corrigido para compensar a falha ventral. Do ponto de vista funcional, implica num jato urinário não direcional para a frente. A principal conseqüência deste fato é que as crianças são obrigadas a urinar sentadas, sendo compreensível o grave problema psicológico que isto acarreta. A presença de tecido fibroso na superfície ventral do pênis, têm como conseqüente a curvatura peniana ventral congênita representando um outro aspecto funcional a ser corrigido.
A uretroplastia baseia-se na obtenção de um segmento tubular adjacente e em continuidade à uretra incompletamente formada, de forma que o novo meato uretral seja levado para junto da extremidade do pênis. Existe grande controvérsia quanto ao tecido que melhor se adapta à função da neo-uretra.
Doutor em Urologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP, com especializações em dois dos centros de maior reconhecimento em Urologia do mundo: "The Cleveland Clinic Foundation - USA” e "Mayo Clinic – Mayo Graduate School of Medicine - USA”. Foi Professor Assistente de Urologia na Clínica Urológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP por 8 anos, com foco em cirurgias penianas. Participa frequentemente como Professor Convidado em Universidades e Congressos Internacionais, ministrando aulas e realizando cirurgias demonstrativas em diversos países do mundo. Veja o mapa completo contendo as aulas, congressos ministrados e cirurgias demonstrativas.
O Dr. Paulo Egydio, urologista e andrologista, é internacionalmente reconhecido como um dos maiores especialistas da atualidade no campo da cirurgia reconstrutiva urogenital, que compreende um conjunto muito vasto de tratamentos clínicos e procedimentos cirúrgicos: cirurgia dos corpos cavernosos; cirurgia para correção de deformidades no pênis (curvatura, afinamento, redução de tamanho por fibroses, como doença de Peyronie e pênis curvo do jovem - congênito); cirurgia oncológica; cirurgias para implante ou reimplante de próteses penianas infláveis e maleáveis; cirurgia para colocação de próteses testiculares; reconstrução completa do pênis; microcirurgia (reconstrução microcirúrgica do pênis, correção de varicocele, reversão de vasectomia); cirurgias para tratamento de incontinência urinária; cirurgia uretral; utilização de enxertos, malha sintética e matrizes acelulares (engenharia de tecidos).
Referência internacional em cirurgias penianas, já realizou mais de 3.000 cirurgias do pênis em paciêntes de diversos países. É frequentemente indicado por médicos e centros urológicos nacionais e internacionais, inclusive para casos mais complexos e diferenciados. Já operou mais de 100 médicos, inclusive urologistas. Ateste a credibilidade do Dr. Paulo Egydio acessando o curriculo, livros e premios recebidos.

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